Imortal
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Não sei o que faço, onde fico: tenho muito medo, mas confio em Deus. E apesar do meu medo há em mim uma paz enorme que eu chamo de felicidade.” online
Em algum lugar além da dor +
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cabana-de-ilusoes:

Não sei se é normal, mas tenho um medo absurdo de me apaixonar novamente. Sabe, depois de tantas mágoas obtidas por amar, quando consigo esquecer de uma vez, o coração tenta de mil e uma formas proteger-se para que não possa cair em outra armadilha do amor. Quando começo a ter uma aproximação maior de outro alguém, fico trêmula só de pensar em me apaixonar. É como se eu voltasse no tempo da infância, onde o medo pelo o escuro era indescritível. E quando começo a escutar aquelas frases bem clichês do tipo: “Eu te amo, nunca vou te abandonar” “É somente você, sempre será você”, logo fico preocupada. Temo por saber que ficarei pensando o dia inteiro naquelas frases que faz qualquer um sorrir, temo por ter noção de que talvez pudesse me apaixonar. E sabe quando de repente bate aquela saudade? Lembramo-nos daquelas frases que escutamos, e regredimos para quem ousou em dizê-las. Mas outras lembranças retornam… Recorda-se daquele amor vivido? Aquele que compartilhou com quem mais amou aquele que um dia existiu. Porém era só o meu amor, amava no singular. Eu sonhava que fosse um amor recíproco, um amor do qual fosse de se orgulhar ao contar para os outros. Mas era o oposto, o inverso dos meus planos. Tudo que eu pensava em poder falar, se transformava em um pesadelo interminável. Sentia que mais nada daria certo pra mim, todo e qualquer amor que estivesse a me oferecer não seria verdadeiro. Será que essa incerteza é só minha? Será que só eu questiono sobre isso? Deixo essas perguntas capazes de enlouquecer qualquer um. Naqueles momentos em que a música nos serve como terapia, um tratamento para tentar obter a cura daquelas feridas agravantes. Era necessário uma cirurgia, com o bisturi para costurar aquele buraco que foi aberto pela dor. Um meio complexo, mas já estava ficando em estado de decadência. O ardor causado pela ferida era enorme, mas por muito tempo nada demonstrei. Estava piorando a cada dia, parecia que a cada amanhecer aquele buraco terrível crescia. Que espanto era o meu! Como poderia crer no que se era visto? Uns diriam que era impossível, mas os que já sentiram aquela dor estariam tentando curar, pois só eles sabiam como doía. Dava dó só em olhar… Aquelas olheiras profundas no rosto, aqueles lencinhos nas mãos, aquele velho diário de desabafo quando o silêncio habitava-me e só através das palavras era possível expor o que ninguém estava desposto a escutar, ou nem se importaram quando clamei e gritei por ajuda. É complicado se deparar com uma situação dessas, deve-se avaliar quantas vezes for necessário o que se for falar, para não magoar ainda mais. Pensava em tudo de ruim que já me havia acontecido, os momentos de alegrias eram deteriorados da minha memória. Sei que parece louco, mas é assim que acontece. Por mais que tentem fazer surgir um sorriso, fazer com que os olhos se abrissem um pouco e que eu fosse capaz de avistar a luz, não tinha jeito, nada me fazia levantar daquele chão. A fé nem se era visível mais… A esperança já havia ido embora faz tempo… O sorriso? Ah, o verdadeiro nunca existiu na verdade. Os que apareciam de vez em quando eram apenas para que ninguém se encarregasse de ter preocupação com o que eu estivesse sentindo. Mas depois daquela rotina monótona, veio na cabeça à ideia de mudar. Tornar tudo que era triste, em alegria. Tudo que era falso, em verdadeiro. Tudo que era implícito, agora era a vista. Havia chegado a hora de mudar! Ao invés de colecionar dores, colecionar alegrias. Daquelas que fizessem um bem alastrante em mim. Chegou a hora de dar um basta em todo sofrimento, era a hora de finalmente ser feliz. Nunca deixar de sonhar, afinal o que seria de nós se fossemos incapaz disto? Letícia (cabana de Ilusões)


“Mas a gente espera, lá no fundo, perdido, soterrado e cansado, que a vida compense de alguma maneira.”
+ Tati Bernardi (via hayleymanola)

É assustador te imaginar nos braços de outro alguém.


Uma vez escutara dizer que tudo ficaria bem. Mas até agora não via isso acontecer, era tanta coisa que passava pela sua cabeça. pensará o que tinha na cabeça daquelas super-positivos que nunca ficam tristes, alegria para todos os lados. Todos têm dias ruins. Mas os delas não eram só dias, eram semanas, quem sabe até meses… Perecia que nunca fizera sol, só chovia, e cada dia que passará era mais frio e mais longo. Estava confusa como nunca, precisava de um tempo. Um tempo pra refletir sobre a vida, sobre a sua vida, tão tumultuada e complicada. Um tempo para entender o porquê que agora ela achou que seria diferente, que seria finalmente feliz por completo […] Por mais que tentasse, nunca era tempo suficiente, sempre acontecia algo que a tirava a atenção. Ás vezes achava que deveria desistir deixar como estava, mas algo, bem no fundo dela dizia que não podia desistir. Mas como tudo, esperar um dia cansa, a gente tenta o máximo ser forte, mas não dá. Tem uma hora que fica pesado demais e a gente desaba. Chora todas as lágrimas presas há muito tempo dentro da gente. E com ela não foi diferente. Ela chorou, desabou sentada em seu quarto, encostada na parede, olhava em sua volta, tudo tão bagunçado assim como a sua vida, tava tão frio. Não o tempo, mas sim ela, seu coração, que já está tão cansado de sofrer, tava pesado. “Com o tempo passa”, repetia pra si mesma umas cem vezes por dia, pra ver se isso fixava-se na sua cabeça, e pra quem sabe isso um dia acontecer. E o que aconteceu com os que diziam estar sempre aqui. Os que juravam estar do nosso lado? Evaporaram? E pessoas continuavam a dizer isso, mas ela começara a desacreditar. Acontece com os outros. Mas com ela era diferente, não conseguia entender o porquê de com os outros acontecerem, mas com ela, nada. Com os outros sempre tinha o “final feliz”, com os outros sempre tomavam um rumo inesperado, mas que no final era algo bom que tinha no caminho. Esse papo de “Acontece no tempo certo, tenha paciência” ela já tava cansada, sua paciência estava prestes a esgotar, mas uma esperança ainda havia. O real problema não é gostar, é desgostar, mas parece que seu subconsciente já está programado para nunca desapegar da pessoa e ficar se iludindo sempre. Uma esperança que vinha ela não sabe de onde, mas eu sei, era uma pessoa maravilhosa que a ama muito. E graças a essa esperança, que se renovava a cada dia, tinha essa tão esperada e dita paciência, ela esperava essas tais coisas que diziam-na que acontecem no momento certo. Lara + Marcelli - (fortalecidas)


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postado por fortalecidas · reblogado de confus4